Circuito inclusivo
Estão espalhadas no pavilhão 5 atividades. A tarefa de cada equipa será passar por todas as atividades mudando de atividade quando ouvirem o sinal (estarão em cada atividade mais ou menos 10 minutos; logo que ouçam o sinal têm de mudar para a atividade seguinte).
Em cada atividade estará um coordenador que vós dirá qual a tarefa que têm de cumprir. Haverá em cada atividade pontuação. A classificação final será obtida pela soma de todas as pontuações, vencendo a equipa que obtive melhor pontuação.
Boa sorte. Não se esqueçam …trabalho em equipa … Comuniquem bem…
Para começar decidam qual o nome da equipa (formada por 8 elementos).
Quem é o capitão/ capitã da equipa: ____________________________
Criem um grito de guerra que identifique a vossa equipa
Em cada atividade dois dos elementos da equipa será invisual (terá que colocar uma venda), outros dois serão mudos. No fim de cada atividade podem trocar de elementos (a ideia é que todos passem por todas as situações).
As atividades serão as seguintes:
- “A Bomba”
- “História valorativa”
- “História encandeada”
- “Comboio cego”
- “Debate … o professor de e.f. inclusivo”
Este é um exemplo de uma aula de circuito inclusivo que pode ser utilizada nas nossas aulas de educação física.
Podem ser utilizados outro tipo de jogos, com outros objetivos e, também os papeis a serem representados pode ser outros (para além de invisuais e surdos).
Este tipo de aula promove a densidade motora e o dinamismo, em que nenhum aluno está parado. Promove também a dinâmica de grupo, obriga a responsabilidade por parte dos alunos (obrigatório conhecer e cumprir as regras), obriga a autonomia e permite o seu funcionamento em espaços pequenos.
A refletir…
Que pontuação média dou a minha participação na atividade. E do meu grupo. Porquê?
Média. Tanto a minha participação como do meu grupo foi média. Isto porque a nossa entrega não foi total, mas também tentamos (tanto eu como o meu grupo) participar ativamente e com empenho nas atividades.
Que tipo de atitude tive na minha atuação na atividade?
A minha atitude foi do tipo assertiva, em que me expressei com objetividade e serenidade, em que respeitei o outro e também escutei as suas opiniões, contudo não fui muito frontal.
Qual a sensação de ser invisual ou mudo? E de ser ajudante?
A sensação de ser mudo ou cego, é a constante incapacidade de ajudar os outros, de ter autonomia suficiente para intervir, ou me fazer ouvir, é a constante dificuldade em comunicar com os outros, é a dificuldade em transmitir as minhas ideias. Quanto a ser ajudante, é a dificuldade de entender como é que eles querem ser ajudados e até que ponto necessitam de ser ajudados.
Como foi a interação do grupo?
A interação do grupo em algumas atividades foi suficiente para esta ocorrer da melhor forma, contudo em outras ficou aquém do que era desejado e solicitado para a atividade.
O momento que mais me marcou foi ...
Um mudo a falar para um cego. Sem dúvida que isto demonstra a dificuldade em captar e realizar os papéis.
Que dificuldades senti? Como as superei?
No segundo jogo da “Historia encadeada”, senti dificuldade do ponto de vista criativo, ou seja, não consegui utilizar o material e interagir com o grupo de forma dinâmica, criativa e organizada. Não houve inclusão, nem dos alunos com dificuldade nem com os alunos sem dificuldades.
Nos jogos subsequentes já houve mais organização, e visto que as tarefas foram mais concretas, já não senti as mesmas dificuldades, pois todos interagimos.
Que pontuação devia o meu grupo ter? (0-20)
15. Devido a assertividade em algumas tarefas, mas devido a atitude passiva noutras.
Comentário dos jogos.
Quanto aos jogos utilizados na tarefa, penso que iam de encontro ao objetivo, de estimular e solicitar a inclusão de pessoas com deficiência, ou algum tipo de limitação.
Quanto ao jogo d’ “A bomba” penso que era muito difícil haver comunicação com os cegos e os mudos, visto que o grupo que pensasse melhor e com mais rápido é que ganhava.
Das duas, uma:
Ou, fazia a tarefa um grupo de cada vez e ganhava o que fosse mais rápido;
Ou existia uma regra que obrigava a que, de certa foram, todos os membros do grupo dessem a sua contribuição para a concretização da tarefa.
Comentários e reflexões de grupo

Momentos que mais marcaram
- O último jogo (“Comboio cego”) que fizemos foi o mais marcante, porque houve interação entre todos os elementos do grupo, que nos levou a vitória.
- Comunicação entre o cego e o mudo (em que um mudo utilizou linguagem gestual para um cego) – sendo um momento engraçado.
- O grito de grupo no início e no fim da atividade. Promoveu a integração e dinâmica entre o grupo.
Momentos que menos marcaram
- Os cegos e os mudos sentiram-se excluídos no 1º jogo “A bomba”, não entendiam o que estava a acontecer. Não houve assim participação coletiva.
- No segundo jogo da “História encandeada” não sabíamos o que fazer. Como não havia uma tarefa concreta a realizar, tivemos uma participação passiva, visto que só ajudávamos os cegos e os mudos.
Dificuldades sentidas
- Dificuldades em concretizar e obter pontuação no 2º jogo.
- Falta de comunicação para com os cegos e dos mudos na maioria dos jogos.
- Falta de atenção para com os cegos e mudos.
- Dificuldade de cumprir os papéis atribuídos ate ao final do jogo.
Como superamos as dificuldades
- Visto que no primeiro jogo houve exclusão aos cegos e mudos, tentamos a partir desse momento, prestar-lhes mais atenção e comunicar mais com eles.
- Quanto ao 2º jogo, podíamos ter realizado uma estratégia de grupo, que poderia ser, colocar-nos em silêncio, numa roda e utiizar a bola de goalball.
Reflexão sobre ser cego, mudo e ajudante de cego ou mudo
- Cego – em algumas atividades sentiu-se excluído e esquecido. É um desespero.
- Mudo – dificuldade em se fazer perceber – dificuldade de comunicação.
- Ajudante – teve dificuldades em ajudar.